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Seja bem vindo ao Blog Diferenças Culturais nas Organizações. Tem como objetivo em auxiliá-lo em como conviver com essa fonte valiosa de inovação. Segue algumas dicas sobre o assunto:
Adquira a inteligência Cultural, é preciso ter entendimento das culturas nos ambientes mais distintos.

A maioria dos gestores escolhe profissionais com perfil semelhante ao seu, busque pessoas com outros pontos de vista, outras vivências.
Quando há pessoas diferentes num time, há mais idéias e sugestões para impulsionar os negocios e satisfazer os clientes.
Ter pessoas diferentes numa equipe, não significa ter diversidade, é necessario ouvir suas ideias.
Sem estereotipos, conheça profundamente as diferenças para evitar o preconceito.
A língua não é o principal entrave nas diferenças culturais é necessario o conhecimento de algumas peculiaridades culturais.
Comece a aprender a diversidade conhecendo pessoas diferentes de sua própria cidade assim aprenderá o novo e mudará o pensamento.
Deixe a sua opinião ela é muito importante!!!!

Atenciosamente

Sindy


Estudante de Administração PUCPR

domingo, 21 de junho de 2009

Curiosidades Culturais




Gestos e Costumes - Saudações


Quando nos referimos a formas de saudações, o que para nós, brasileiros, é absolutamente normal, em certos países, podem ser vistos com "maus olhos". Os latinos, em geral, são bem afáveis no processo de comunicação. Para se expressar, usam amplos movimentos dos braços e das mãos, ao contrário dos países saxões, onde as pessoas fazem movimentos mais limitados. O mesmo é válido para os EUA. Em vez de beijos e abraços, prefira o universal aperto de mão, firme e olho no olho. Essa mesma postura não deve ser aplicada na Ásia. Lá, o contato do olho no olho é considerado agressivo.
Embora seja universal, o aperto de mão, para os islâmicos, é considerado um tabu quando ocorre entre pessoas de sexos diferentes. A cultura do país determina que os homens não podem tocar mulheres que não sejam parentes próximas. A liberdade entre as mulheres é bem restrita. As muçulmanas só andam pelas ruas cobertas da cabeça aos pés, sem expor braços ou pernas e acompanhadas pelos pais, marido, irmão ou parente do sexo masculino. O cumprimento, nos países islâmicos, é feito tocando a mão direita no coração, na testa e acima da cabeça, nesta seqüência.
Em países como o Japão e a Coréia o cumprimento usual é uma ligeira flexão para frente, intensificando a inclinação em sinal de respeito. Existem regras a respeito de como as pessoas devem se curvar ao se cumprimentarem. Quanto mais a pessoa se abaixa, mais formal é o gesto. Se um dos dois tiver status mais baixo que o outro, o costume manda que o primeiro abaixe o tronco num ângulo de 30 graus. Os indianos e os tailandeses também são discretos em relação ao cumprimento, que é feito juntando as mãos em formas de prece.
No Brasil, é comum a troca de beijos, abraços e tapinha nas costas na hora do cumprimento. Por sinal, dependendo da região a quantidade de beijos pode variar. Em São Paulo, por exemplo, os paulistanos dão dois beijos ao se cumprimentarem e os cariocas, três. Já os povos escandinavos são contrários a demonstrações como essas. A forma como você aperta as mãos de alguém gera impressões diferentes...De maneira geral sempre manter a postura ereta, olhar bem nos olhos para transmitir confiança, não inclinar a cabeça, não dar tapinhas nas costas .
Em alguns países árabes é comum os homens se beijarem como sinal de amizade e companheirismo e isto não representa para eles nenhum desvio de conduta moral. Os russos também se beijam, na bochecha e até mesmo na boca, na hora do cumprimento.
Você deixaria de realizar um negócio só porque o diretor de uma empresa norte-americana fez o sinal de OK, encostando a ponta do polegar na ponta do dedo indicador, formando um círculo? Ou julgaria que dois membros do Politburo soviético são homossexuais porque trocaram beijos ao se encontrar? Estou quase certo de que sua resposta é não.Por isso, acho meio exagerado. Na verdade, não acredito muito nessas histórias de grandes contratos que deixaram de ser assinados só porque o executivo de determinado país fez um gesto considerado ofensivo pelos diretores da organização de outro país com quem estava negociando.Bem, talvez fatos isolados possam ter ocorrido uma vez ou outra. Entretanto, sinto que alguns textos tratam desse assunto carregando nas cores e inventam histórias com o objetivo de ressaltar a importância de se conhecer o significado dos gestos em países diferentes.No mundo globalizado em que vivemos, dificilmente uma pessoa de qualquer parte do mundo irá se sentir tão ofendida com o gesto de um estrangeiro, a ponto de cancelar um contrato ou desfazer um negócio. Mesmo interpretando o gesto como ofensivo, provavelmente, saberá que se trata de uma questão cultural e que, por isso, deverá ser relevado.Considere ainda que, de maneira geral, o gesto não deve ser observado de forma isolada, mas sim ser avaliado dentro de um contexto muito mais amplo e abrangente. Assim como a palavra tomada isoladamente pode não ter significado, também o gesto deslocado do contexto dificilmente completará uma informação.Tanto a palavra como o gesto precisam ser estruturados em contextos que construam idéias completas. Para que uma atitude possa ser compreendida e interpretada há necessidade, portanto, de que os gestos estejam inter-relacionados e em harmonia uns com os outros. Temos de levar em conta também que talvez haja mais risco nos contatos de pessoas de uma mesma cultura do que entre habitantes de países diferentes, porque entre as pessoas que convivem dentro de uma mesma sociedade o gesto é interpretado, até inconscientemente, com a acepção que conhecem e estão acostumados a observar. Josué Montello, na sua interessante obra "Anedotário Geral da Academia Brasileira", conta que José Maria Paranhos, futuro Visconde de Rio Branco, possuía na tribuna um gesto característico, que se transformou numa espécie de cacoete: erguia o braço, dedo indicador em riste, nos momentos em que parecia mais arrebatado. E diz que o próprio orador deu esta explicação para ao seu gesto: "Quando a idéia não vale por si para ir bastante alto, trato de suspendê-la na ponta do dedo".Antes de iniciar os comentários sobre o significado de alguns gestos em diversos países, julgo oportuno lembrar que uma atitude pode, às vezes, não ter nenhum outro sentido, além do próprio fato em si.É conhecido o caso em que Freud estava fumando um charuto e ao perceber que alguns dos seus discípulos confabulavam para tentar entender o que aquele fato significava, chamou-os e disse: há momentos em que um charuto é apenas um charuto. Assim, creditando à diferença do significado dos gestos a importância relativa que efetivamente existe, vale a pena observarmos alguns casos bastante curiosos de certos gestos que possuem diferença acentuada de um país para outro.Alguns dos gestos que apresentam diferenças de interpretação mais curiosas são:Apertar a ponta da orelhaNo Brasil - É um sinal de aprovaçãoNa Índia - É uma forma de se desculpar, ou de mostrar arrependimento por uma falha ou erro cometido.Na Itália - Indica que a pessoa que está sendo apontada é homossexual Apontar com o polegar para cima, com os quatro outros dedos fechados na palmaNo Japão - Significa o número 5Na Alemanha - Significa o número 1No Brasil - Significa que está tudo certo e serve também para pedir caronaNa Europa e EUA - É o pedido de caronaNa Turquia - Significa uma cantada para sair com homossexualNa Nigéria e Austrália - É um gesto obsceno.O mesmo significado que tem no Brasil o gesto de encostar a ponta do polegar na ponta do indicador, formando um círculo. Por sinal, o significado que esse gesto tem no Brasil é o mesmo na Turquia e na Rússia. Falando um pouco mais desse gesto, que é tão obsceno no Brasil, vamos ver que significado possui em outros países. Nos EUA - Significa que está tudo certo, positivo. No Japão - Significa valor financeiro - moeda, dinheiro.Na França - Significa que é algo sem valor, zero. Na Turquia - Significa que alguém é homossexual. Mão em forma de figa No Brasil - Significa fato auspicioso, de boa sorte. Na Croácia - Bem diferente do que ocorre no Brasil, o significado é de algo sem valor ou de um não. Na Turquia e Grécia - Tem significado obsceno. É o mesmo significado que tem no Brasil o gesto de bater no círculo formado com o indicador e o polegar, quase fechados, com a palma da outra mão. Na Tunísia e Holanda - Significa o pênis. Raspar o queixo com a ponta dos dedos (como se estivesse jogando algo grudado embaixo do queixo para fora) No Brasil - Significa sei lá, não tenho essa informação. Na Itália (região Sudeste) - Significa sem chance. Na França - Significa sai daqui.Mover a cabeça no sentido lateral, de um lado para outro Talvez seja a diferença mais gritante que poderíamos encontrar no significado de um gesto entre os diversos países. Em quase todos os países do ocidente - Significa não. Na Bulgária, Grécia, Irã e Turquia - Significa, por incrível que possa parecer, sim. Movimentar o dedo indicador esticado em círculos na região da têmpora No Brasil e nos EUA - Significa que alguém não está batendo bem da cabeça, que pirou, está doido. Na Argentina - Significa que uma pessoa está querendo falar com a outra.Na Alemanha - Significa que alguém fez barbeiragem no trânsito. O chifre feito com o dedo mínimo e indicador, enquanto o médio e o anular ficam fechados No Brasil e na Itália - Significa que o marido está sendo traído, corneado pela mulher. Na Venezuela - Significa conquista, sorte, futuro promissor. Nos EUA - região do Texas - Significa que o torcedor está solidário e dando apoio ao seu time.Na Índia e na Tailândia, por exemplo, não se aperta a mão; a saudação é feita juntando as mãos à altura do peito e fazendo uma leve vénia.Atenção: se um maori, da Nova Zelândia, cumprimentar uma pessoa vai pressionar o nariz dela com força contra o seu...Se for um esquimó (ou inuit), a saudação passa por esfregar os narizes.Nos países islâmicos, a saudação é feita levando a mão direita ao coração, depois à testa e depois acima da cabeça. Acompanha-se este gesto dizendo «salaam aleikum» (a paz esteja contigo), ao que o outro responde: «aleikum salaam».(Repara na expressão «salaam aleikum», já ouviste falar em «salamaleques»?)Já os japoneses e os chineses cumprimentam-se fazendo uma vénia, tão maior quanto seja o respeito devido ao outro.


Dependendo do país, é preciso tomar certos cuidados com alguns gestos e algumas posturas, pois se for usado de maneira errada e no lugar errado pode causar sérios embaraços.Na Tailândia e nos países árabes, não se pode cruzar as pernas e mostrar a sola do sapato para alguém. Isso seria um insulto, pois esta é considerada a parte mais suja. Em algumas regiões do Oriente Médio, da África e da Ásia, é preciso ter cuidado com as mãos, pois em um contexto muçulmano, é considerada suja por ser utilizada na higiene pessoal.Na Turquia, Romênia e Grécia é um desaforo fazer um sinal de figa, pois é interpretada como um convite ao sexo. Para os franceses e turcos o gesto também é considerado um insulto.Nos países da Europa Central, passar a mão na barriga significa que uma pessoa está contente com a má-sorte do outro e não que está com fome. Mostrar a língua é insulto na Europa e na América, mas é uma saudação respeitosa no Tibete.Como pudemos perceber, os gestos, as posturas, enfim os costumes de um povo diferem de uma região para outra. O missionário precisa estar bem preparado para enfrentar a nova realidade. Ao ingressar no campo missionário, ele precisa ser neutro. Não deve transparecer traços de sua cultura, nem tão pouco trazer, ao retornar, costumes incompatíveis com a cultura de seu país. O melhor caminho para evitar que o choque cultural seja muito forte é buscar conhecimento sobre o país de origem.
.O gesto precisa ser observado e entendido sempre dentro de um contexto maior, que inclui o seu significado específico em si, as palavras, o conteúdo da mensagem, as circunstâncias e os outros gestos que participaram do processo de comunicação. O fato de estarmos nos comunicando com pessoas de cultura diferente da nossa não deve nos inibir ou provocar constrangimento. Primeiro porque se um ou outro gesto transmitir uma mensagem distinta daquela que estávamos pretendendo, provavelmente o interlocutor irá compreender, assim como nós compreendemos o OK do americano ou os beijos dos soviéticos, pois é quase certo que tenha consciência das diferenças culturais. Depois, dificilmente essa situação ocorrerá, porque, como vimos, a comunicação se dará, normalmente, não por um gesto isolado, mas sim por um conjunto de informações que precisa ser considerado.Mesmo assim, convém não negligenciar para não correr o risco de comprometer a qualidade ou o sentido da comunicação por causa de um gesto impensado.

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